Conheça os 5 Ps da Acreditação: Propósito, Paciente, Pessoas, Processos e Padrão

Conheça os 5 Ps da Acreditação: Propósito, Paciente, Pessoas, Processos e Padrão

A acreditação apresenta como premissa a articulação entre os microssistemas para a promoção de um sistema funcional, que tenha como objetivo final o paciente no centro do cuidado e a melhoria da performance institucional.

A estrutura dos microssistemas é constituída por componentes que têm como objetivo desenvolver as práticas de gestão. São eles: propósito, paciente, pessoas, processo e padrão.

O entendimento dos 5 Ps e sua avaliação permite:

– identificar as necessidades reais do microssistema;

– entender com clareza a sua razão de existir;

– definir quais são as prioridades e a contribuição para o alcance dos resultados institucionais;

– promover um ambiente de trabalho motivador e seguro;

– apontar as necessidades de adequação das competências da equipe e das atividades realizadas;

– gerar oportunidades para a implantação de ações de grande impacto na manutenção dos ciclos de melhoria;

– coordenar efetivamente os processos envolvidos na produção do cuidado.

Propósito

Se relaciona à razão de existir, aos objetivos definidos para cada microssistema. É a razão pela qual os profissionais de saúde se dirigem diariamente ao trabalho, o que mobiliza a todos em torno de um objetivo compartilhado, que dá sentido aos seus esforços.

O propósito claro, disseminado e incorporado pela equipe assegura que a organização realize as suas atividades críticas com alta confiabilidade, identifique e corrija erros e promova um redesenho sistemático dos processos.

Paciente

É fundamental que a instituição reconheça quem é o paciente. Qual o seu perfil? Quais as suas necessidades? Quais as suas expectativas? A partir dessas informações, torna-se possível a estruturação do cuidado centrado no paciente. Teremos então o cuidado centrado na pessoa, nas suas necessidades individuais.

O cuidado centrado no paciente tem como premissas:

– a organização das práticas às necessidades individuais;

– cuidados preventivos a pacientes vulneráveis ou de maior risco;

– medição de resultados de valor;

– integração entre os processos administrativos, assistenciais e de apoio;

– adequação das informações ao cuidado prestado a cada paciente.

O paciente precisa ser inserido no processo, empoderado para que contribua ativamente no alcance das metas definidas em seu tratamento.

Pessoas

O cuidado em saúde é uma atividade crítica que requer a atuação de uma equipe interdisciplinar, que tenha a capacidade de trabalhar em conjunto, compartilhar experiências e recursos, dividir conhecimentos e se comunicar de maneira rápida e efetiva.

A transformação só acontece por meio da mudança de comportamento e do comprometimento de pessoas. O foco de sucesso é na equipe, não no desempenho individual.

O trabalho colaborativo permite a integração de práticas, integra as disciplinas, gera conhecimento. Ele é um meio para desenvolvimento de um posicionamento ético, que transforma as relações e gera competências necessárias para o aprimoramento da gestão.

Os membros da equipe precisam ter claros os seus papéis e responsabilidades. O paciente e sua família precisam ter claros o seu compromisso e sua responsabilidade com o desfecho do tratamento e alcance dos resultados desejados.

Para isso, torna-se urgente o desenvolvimento das lideranças em competências não técnicas, que incentivem o trabalho colaborativo, a troca de conhecimentos e vivências, a construção de times de alta performance e de um ambiente de trabalho saudável. Os demais profissionais, por sua vez, devem estar cientes do seu papel na lógica do cuidado e abertos para trabalhar em equipe.

Processos

A coordenação entre os processos direciona o alcance dos resultados. Trata-se de uma sequência de trocas de bastão. É preciso que as entregas entre etapas aconteçam de maneira fluída para que o sistema consiga alcançar os resultados institucionais.

As interações entre clientes e fornecedores de maior impacto devem ser norteadas pelo conhecimento das atividades críticas do processo, pela estruturação das tarefas críticas e dos pontos de controle e pela definição clara dos resultados.

A gestão por indicadores é uma grande ferramenta de controle de processos. Permite que o gestor e sua equipe estudem os resultados desfavoráveis e criem planos de melhoria efetivos para a construção e consolidação dos ciclos de melhoria.

Aprender com os erros e as estratégias que não deram certo, envolver as pessoas para discutir problemas e soluções são grandes passos para a consolidação da cultura de segurança.

Padrão

A grande variabilidade no processo de produção do cuidado, com procedimentos realizados sem o embasamento em diretrizes clínicas, impacta negativamente no resultado assistencial e no custo.

O gestor clínico, “maestro” do microssistema, tem como atribuições o direcionamento da equipe ao propósito organizacional. Para o alcance dos melhores resultados, ele define os padrões comportamentais e a adesão às diretrizes organizacionais, orienta as condutas e elenca com a equipe os papéis e responsabilidades de cada membro.

Referências

Feeley, Derek. The Five Ps of Triple Aim Transformation. Disponível em: <http://www.ihi.org/communities/blogs/the-five-ps-of-triple-aim-transformation>. Acesso em 12/12/2019.

Gittell, Jody Hoffer. Relational coordination: Coordinating work through relationships of shared goals, shared knowledge and mutual respect. Disponível em: <researchgate.net/publication/286629377_Relational_coordination_Coordinating_work_through_relationships_of_shared_goals_shared_knowledge_and_mutual_respect>. Acesso em 09/12/2019.

IQG Health Services Accreditation. Formação para avaliação em serviços de saúde – 2018.

O que é acreditação?
O que é Segurança do Paciente?

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