A pandemia nos desafia a olhar para o presente e investir no futuro

A pandemia provocou uma revolução. Eu diria uma evolução. Ao fazer uma análise global do cenário atual, observamos os movimentos que levaram a economia mundial a entrar em colapso. O sobe e desce dos índices das bolsas de valores continua preocupante. Contudo, um olhar mais macro e atento nos permite ver como o Coronavírus motivou as companhias a produzirem respostas rápidas de enfrentamento.

Nos últimos meses, empresas mudaram estratégias de atuação, estabeleceram novas prioridades, criaram modelos de negócios e gestão. E quando falamos de gestão em saúde, a reação do setor teve que ser rápida e isso tem sido fundamental para enfrentarmos esta pandemia do Covid 19. Em resposta à crise, empresas de saúde apostaram em novas tendências de assistência médica e ampliação da oferta de serviços. Novos canais digitais estreitam a relação com o cliente e permitem atender às demandas do mercado. Diante deste cenário, a telemedicina desponta como poderosa aliada do setor. A mudança de comportamento social, causada pelas medidas de isolamento, estimulou investimentos neste nicho – hoje uma saída promissora não só para as companhias, mas também para a população, que pode receber em casa um atendimento médico rápido, seguro e eficaz.

Permitindo acesso facilitado, acompanhamento contínuo e individualizado, a telemedicina é a principal aposta do setor.  Mesmo em vigor, em caráter excepcional, essa plataforma mostra que chegou para ficar, colaborando significativamente com as medidas de enfrentamento à pandemia, evitando a circulação de pessoas, reduzindo a exposição aos riscos de contágio tanto dos pacientes como de médicos, assistentes em clínicas e sobrecarga em unidades hospitalares de pronto atendimento.  Além de ser uma ferramenta importante para regiões distantes dos grandes centros terem acesso a medicina especializada.

Os hábitos de consumo da população têm mudado as formas do cliente se relacionar com os serviços também, e este é um ambiente propício à inovação. Empresas implementaram modelos de atendimento diferenciados, como o sistema de drive thru, onde os pacientes não precisam sair do carro para serem atendidos. Há ampliação de serviços domiciliares, em que os pacientes recebem atendimento na segurança do lar, de forma prática e eficiente. Unidades exclusivas para exames de pacientes com suspeitas da doença também já estão disponíveis. São processos resolutivos e importantes que fazem parte da nova rotina do consumidor brasileiro.

Ao falar de medidas assertivas, a pandemia acende outro alerta que não pode ser esquecido: a medicina brasileira não pode depender exclusivamente dos insumos fornecidos pelo mercado externo. Há semanas manchetes estampam exemplos de empresas que enfrentam os desafios da dependência dessas importações. É preciso desenhar uma nova cadeia produtiva dentro do Brasil para subsidiar e potencializar as atividades do setor. Os benefícios a curto, médio e longo prazo são incontáveis, mas podemos começar falando da geração de emprego e renda à população, além do estímulo a novos negócios e desenvolvimento de novos produtos.

E como falar de passado, presente e futuro, sem falar de conhecimento? Sem falar de ciência? Essa crise global tem um aspecto muito peculiar: a grande relevância da ciência para o bem estar social e econômico. E é em favor da saúde da população e da saúde financeira dos países, que a conjuntura nos mostra como é essencial que governos incentivem as pesquisas e fomentem a inovação. Um desafio que precisa ser superado para a manutenção de ensaios clínicos e projetos de pesquisas em andamento.

A Covid 19 convoca líderes empresariais a pensarem ‘fora da caixa’ e a buscarem a cooperação. Estamos em um momento único para firmar parcerias estratégicas, criar novos modelos de negócio, unir esforços e de traçar medidas que deem a sociedade respostas e soluções reais. É hora de investir em inovação e tecnologia, desenvolver projetos que potencializem áreas específicas como pesquisa científica e clínica, telemedicina, inteligência artificial orientada para a saúde. Mais do que nunca investir na melhoria dos processos de ponta a ponta para maior eficiência, expandindo a rede de cuidados e assegurando a sustentabilidade do setor de saúde.

Lídia Abdalla

Presidente Executiva do Grupo Sabin Medicina Diagnóstica

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1 Comentário. Deixe novo

Clarice Costa
19 de maio de 2020 06:50

É imensurável o cuidado ,preocupação e inovação que o grupo Sabin tem.
Parabéns doutora Lídia 👏🏻
Sabin inspirando pessoas a cuidarem de pessoas 🥰

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