Tecnologia, Risco compartilhado e Previsibilidade de Gastos podem nos levar a uma sustentabilidade

Com a chegada da Pandemia do novo coronavírus vimos quanto não estamos preparados para mudanças no cenário que interpôs a saúde, doença e política. Vivemos uma “homeostase” entre profissionais de saúde, clínicas e hospitais; indústria farmacêutica e materiais médicos; planos de saúde e o SUS muito fragilizado e sucateado. Todos esses entes, sem consistência e cooperação mútuas, essenciais para o equilíbrio do bem maior: a população.

Estamos passando por uma tempestade em que cada um em seu barco, pequeno e frágil, navegam da forma que podem, ao invés de estarmos reunidos em um grande navio com todos os recursos e esforços reunidos visando tão somente vencer esse período assombroso.

Todos nós estamos vivendo juntos um período de grande sofrimento e incertezas. A reflexão para entender com daremos a volta por cima e entender qual será o futuro da saúde no brasil e no mundo tem lotado as páginas dos jornais e tomado conta das incertezas dos seres humanos.

Algumas respostas já começam a aparecer e a tecnologia terá um papel de extrema importância na retomada de um novo futuro que nos aguarda. Desde a telemedicina até a fabricação de medicamentos e vacinas em tempo recordes, unido esforços globais.

Começamos também a discutir o papel e o comprometimento de cada ente do Setor de saúde. Os profissionais que ganharam destaque e assim demonstraram o comprometimento com a segurança do paciente, o uso racional de material médico e a padronização dos atendimento. Clínicas e hospitais promovendo saúde e não somente tratando a doença, abrangendo equipes muito mais bem preparadas e atenciosas e a indústria farmacêutica que vem se mostrando mais interessada em investimentos em ensino, capacitação e pesquisas.

Na área dos planos de saúde a preocupação também se mostra muito mais para tratamentos médicos que de fato curem os seus beneficiários com mais rapidez, evitando tempo de internação desnecessários. A medicina torna-se mais dinâmica e ao mesmo tempo, mais eficaz porque além de tratar a doença em si, ajuda a promover a prevenção!

O SUS, por sua vez, descortina os anos de sucateamento e falta de investimento para mostrar quão importante é seu papel neste momento de crise, talvez, consolidando uma nova fase de respeito aos cidadãos.

Ao analisarmos essas linhas acima seguramente podemos concluir que estamos diante do início de uma grande mudança, na qual cada um dos pilares da Saúde consegue enxergar que para ter sucesso é essencial, além da competência, assertividade e decisões resolutivas.

Mas não só isso, é essencial que cada um desses pilares compartilhe os riscos.

Imagina que você está no seu barco, que é então o responsável pela alimentação dos outros barcos, mas você não sabe quantos barcos tem para alimentar. Você pesca bastante (e corre o risco da comida apodrecer e acabar) ou pesca pouco (e pode faltar alimento). O barco que te abastece de água pode não te dar água pois faltou comida. Nesse cenário a previsibilidade de custo e eficiência é que faz a diferença!

Nesta analogia, antes era quase impossível saber quanto seria o tratamento de certa patologia. Com o uso da tecnologia (ERP, monitoramento, BI…), padronização das rotinas e materiais médicos, tempo de internação, custo médio dos medicamento e foco na promoção da saúde, conseguimos ter uma previsibilidade maior dos gastos com determinada patologia.

Entendemos que por ora são tempos difíceis, mas se unirmos nossos barcos para reforçar nossa estrutura vamos, não só sair dessa crise, mas sair mais fortes.

O Brasil tem altíssima capacitação e muita tecnologia médica, basta que haja maior união de esforços!

Dr. Giuliano Noccioli Mendes

CEO – ECMI (Equipe de cirurgia minimamente invasiva de São Paulo)

Oncotrata – Oncologia Integrativa
Resumption of elective surgery

Publicações similares

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Preencha esse campo
Preencha esse campo
Digite um endereço de e-mail válido.
Você precisa concordar com os termos para prosseguir

Menu